segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Paulo Nogueira Batista Jr: Recessão emocional


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Estou passando algumas semanas no Brasil, leitor, e constato horrorizado: pior do que a recessão econômica, só a recessão emocional.
O país, que há poucos anos era um sucesso internacional, parece ter perdido a autoconfiança definitivamente.
Esquece seus pontos fortes e proclama aos quatro ventos seus pontos fracos.
E, pior, demonstra satisfação masoquista em proclamá-los.
Em outras palavras, o complexo de vira-lata voltou com força total. Era de se esperar.
Um complexo assim secular não se supera num passe de mágica, em poucos anos de sucesso.
Mesmo nos nossos anos de prestígio internacional, o vira-lata estava ali, à espreita, pronto para voltar à cena.
Afinal, como dizia Nelson Rodrigues, subdesenvolvimento não se improvisa — é obra de séculos.
A recessão emocional alimenta a econômica, e vice-versa.
O colapso da confiança prejudica inevitavelmente o investimento e o consumo.
A retração da demanda agregada doméstica derruba a produção e o emprego. E o aumento da capacidade ociosa e do desemprego deprime ainda mais o investimento e o consumo, jogando a economia numa espiral descendente.
Nesse ambiente, as políticas monetária e fiscal não podem continuar sendo pró-cíclicas, como foram em 2015.
Não há dúvida de que o espaço monetário e fiscal é limitado. Mas é possível moderar a política de juros e espaçar o ajuste fiscal ao longo do tempo.
É o que parece estar tentando a equipe econômica.
Sob protestos da turma da bufunfa, o Banco Central interrompeu o ciclo de alta de juros.
O Ministério da Fazenda anunciou medidas de ampliação do crédito, centradas na atuação dos bancos federais, e mudanças na política fiscal que tendem a torná-la mais sensível ao ciclo econômico.
Foi apresentado ao mesmo tempo um programa de ajustamento estrutural das contas públicas.
A direção tem que ser essa mesmo.
Ou alguém imagina que num quadro de queda acentuada do gasto privado o papel da política econômica possa continuar sendo o de aprofundar a recessão com juros ascendentes e uma política fiscal pró-cíclica?
Mais do que nunca, o setor público deve desempenhar um papel compensatório.
A recessão emocional nos impede de ver os pontos positivos do quadro macroeconômico?
Alguns são tão evidentes que nem o mais tenaz dos vira-latas é capaz de negá-los. Por exemplo: a dimensão e velocidade do ajuste das contas externas, consideradas surpreendentes por analistas da economia brasileira.
A combinação de queda da demanda interna com acentuada depreciação do real produziu grande melhora da balança comercial e da conta corrente do balanço de pagamentos em 2015, que só não foi maior porque o quadro internacional foi adverso em termos de demanda externa e de troca.
Somado às elevadas reservas em moeda estrangeira, que o Brasil ainda não precisou utilizar, o fortalecimento do balanço de pagamentos nos dá condições de enfrentar as turbulências internacionais que devem ocorrer em 2016.
A desvalorização do real funciona, além disso, como estímulo à recuperação da atividade e do emprego.
As exportações de bens e serviços já começaram a responder ao câmbio mais favorável.
Ao mesmo tempo, a produção nacional se mostra capaz de substituir importações em vários setores.
Ainda que o setor externo da economia seja relativamente pequeno, como costuma se verificar em países continentais, o impulso cambial ajudará a estabilizar os níveis de atividade e de emprego.
Portanto, deixo aqui o meu apelo veemente: sossega, vira-lata!
Paulo Nogueira Batista Jr. é vice-presidente do  Novo Banco de Desenvolvimento, mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal.

PREFEITO DE ASSÚ PEGOU AR!

Por essa ninguém esperava. O prefeito em fim de carreira Ivan Junior ‘pegou ar’ depois do pronunciamento do deputado George Soares na missa de boas vindas ao novo pároco da matriz de São João Batista, em Assú.
O deputado George Soares em seu pronunciamento falou que houve por parte dele e da população uma grande interrogação por causa da saída de padre Flavio Forte e quando os devotos foram informados que o substituto seria Padre Netinho, conhecido já pelos fiéis, o deputado e o povo tinham entendido a mudança do comando da igreja. “Um momento de mudança com esperanças renovadas”. Declarou o deputado.
Com isso, quando o prefeito desgastado foi convidado para se pronunciar, de forma arrogante e prepotente, disse que não tinha nenhuma “interrogação”, levantando conversas ao pé do ouvido dos fiéis. Depois, Ivan entrou em um ” 8 ” com palavras sem nexos e encerrou seu discurso sem dizer nada com nada.
Tentando atingir o deputado para os fiéis que estavam na missa, o prefeito, visivelmente irritado, foi deselegante com todos que estavam na igreja.
Blog De olho no ASSÚ 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dicas para os candidatos a vereador pelo PCdoB

Por Wellington Duarte*

As eleições municipais se aproximam e o PCdoB apresentará diversas candidaturas pelo país afora, quer para vereadores, quer para prefeitos, além de participar como apoiador em várias outras candidaturas majoritárias.

O Partido tem sua linha geral, que deverá ser observada por todos os candidatos do mesmo, embora as condições atuais mostrem que nem sempre os candidatos do Partido defendam o ideário marxista-leninista, e até saiba sequer o que significa, sinal das dificuldades da aplicação da linha de massas acertadamente adotada pelo Partido para essa conjuntura.

A candidatura majoritária apresenta características específicas que tratarei num outro momento, mas as candidaturas às câmaras municipais exigem, por parte dos pleiteantes, uma aproximação mínima com o Programa do Partido, adequado às especificidades do município.

Em primeiro lugar deve ficar claro ao candidato a vereador do Partido, que ele não é candidato a prefeito, portanto não é ordenador de despesa. Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir e/ou realizar obras, resolver problemas da saúde, da educação, do esporte, da cultura, do lazer, do asfalto, do meio ambiente, do trânsito, dos loteamentos e casas populares, etc.

Em segundo lugar o candidato do Partido precisa saber o seu papel e esclarecer isso aos eleitores do município. É um trabalho importantíssimo pois o diferencia dos demagogos e mentirosos. O candidato do Partido deve passar aos eleitores essa informação. E que funções tem o vereador?

1 - Função Legislativa: consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis, buscando organizar a vida da comunidade.

2 - Função Fiscalizadora: o Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.

3 - Função de Assessoramento ao Executivo: esta função é aplicada às atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual (poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).

4 - Função Julgadora: a Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.

O candidato a vereador, que se apresenta como DIFERENTE, deve propor, dessa forma, um rígido controle sobre a aplicação dos recursos da prefeitura e deve se comprometer com a população em fazer com que o prefeito mantenha suas contas públicas transparentes.

Em segundo lugar um candidato do Partido não pode e nem deve esquecer que ele está se candidatando por um partido que defende os interesses dos trabalhadores e das camadas mais pobres da população, e nesse sentido suas propostas de atuação como vereador devem ser voltadas para esses setores.

Em terceiro lugar, um candidato a vereador pelo PCdoB deve conhecer sua cidade, seu município, sua região. É necessário que o candidato demonstre que tem conhecimento das dificuldades do seu município, pois essa informação pode fazer com que o eleitor, mesmo com um baixo nível de informação, perceba a diferença entre essa candidatura e as demais.

Em quarto lugar, um candidato a vereador pelo PCdoB deve se mostrar minimamente preparado para possíveis e prováveis questões que envolvem o nosso Programa. Suas posições pessoais devem ser respeitadas, mas o candidato não pode e nem deve apresentar-se ao eleitorado como “independente”, ou seja, em questões polêmicas o candidato a vereador deve dizer que “está participando da discussão dentro do Partido”. Esse posicionamento visa reforçar o Partido, seu principal alicerce.

Esses quatro fundamentos básicos representam o básico que um candidato a vereador pelo Partido deve seguir, lembrando que um vereador do PCdoB representa para ele um diferencial importante junto a sua comunidade, e um fundamental para o crescimento e fortalecimento do Partido.

*Wellington Duarte é Professor do Departamento de Economia da UFRN, Doutor em Ciência Politica pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da UFRN, Presidente do ADURN-SINDICATO, membro do Diretório Estadual do PCdoB

sábado, 13 de fevereiro de 2016

SENADOR GARIBALDI, MOSTRA O CAMINHO DO PMDB EM ASSÚ EM 2016.

HOJE DIA 13 DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2016, NESTE SÁBADO(13), O SENADOR GARIBADI ALVES FILHO CONCEDEU ENTREVISTA AO PROGRAMA REGISTRANDO, O QUAL É REALIZADO NA RÁDIO PRINCESA DO VALE EM ASSÚ.

ELE EXPLICOU, A POSIÇÃO E O DIRICIONAMENTO DO SEU PARTIDO EM ASSÚ, LEMBROU DA FALTA DE COMPROMISSO DO GESTOR DA CIDADE DE ASSÚ COM O SEU PARTIDO E QUE SEU CANDIDATO VAI SER OPOSIÇÃO AO PREFEITO ATUAL.

 O QUAL ENFATIZOU QUE EM 2016 O PR E PMDB VÃO CONTINUAR ANDANDO DE BRAÇOS DADOS, PARA O PROJETO DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CIDADE DO ASSÚ. O QUAL VER O NOME DE GEORGE COMO A PESSOA QUE VAI LIDERA O GRUPO.

 PRECISAMENTE O NOME Á PRÉ CANDIDATO Á PREFEITO, DA CIDADE DOS POETAS,  POSSÍVILMENTE SERÁ O NOME DO DR. GUSTAVO E O VICE, SERÁ DO GRUPO O QUAL HOJE SE ENCONTRA VÁRIOS  PARTIDOS ENTRE OS  NOMES PODERÁ SER, WEDSON, WALKER,  ARNÓBIO E OUTROS NOMES.

ENERGIA EÓLICA .


ENERGIA EÓLICA É A TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA DO VENTO EM ENERGIA ÚTIL, TAL COMO NA UTILIZAÇÃO DE AEROGERADORES PARA PRODUZIR ELETRICIDADE. A ENERGIA EÓLICA, ENQUANTO ALTERNATIVA AOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, É RENOVÁVEL, ESTÁ PERMANENTEMENTE DISPONÍVEL, PODE SER PRODUZIDA EM QUALQUER REGIÃO, É LIMPA, NÃO PRODUZ GASES DE EFEITO DE ESTUFA DURANTE A PRODUÇÃO E REQUER MENOS TERRENO. O IMPACTO AMBIENTAL É GERALMENTE MENOS PROBLEMÁTICO DO QUE O DE OUTRAS FONTES DE ENERGIA.
 O BRASIL AUMENTOU EM 46% SUA CAPACIDADE INSTALADA DE ENERGIA ÉOLICA EM 2015, O QUE REPRSENTOU 2,754 GIGAWATTS (GW) EM NOVAS INSTALAÇÕES. COM ISSO, PASSOU A SOMAR 8,72 GW DE CAPACIDADE INSTALADA E FICOU 10° COLOCAÇÃO ENTRE OS MAIORES PRODUTORES DE ENERGIA EÓLICA – MANTENDO O POSICIONAMENTO DE 2014 – NO RANKING TOP 10 ÉOLICA, ELABORADA PELO GLOBAL WIND ENERGY COUNCIL ( GWEC ). PARTE DESSE VOLUME AINDA DEPENDE, PORÉM DE CONEXÕES COM REDE DE TRANSMISSÃO.
O RIO GRANDE DO NORTE LIDERA A GERAÇÃO DESSA FONTE DE ENERGIA ENTRE OS ESTADOS BRASILEIROS.
 SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA EÓLICA, OS 8,72 GW INSTALADOS NO BRASIL REPRESENTAM UM INVESTIMENTO TOTAL ACUMULADO SUPERIOR A R$ 52 BILHÕES, COM A GERAÇÃO DE 130 MIL EMPREGOSPOR TODA A CADEIA PRODUTIVA, CERCA 16 MILHÕES  DE TONELADAS DE CO² EVITADAS.


“ESTIMA-SE QUE 1-2% DA ENERGIA SOLAR NA TERRA SEJA CONVERTIDA NATURALMENTE EM ENERGIA EÓLICA. UMA INVESTIGAÇÃO EFECTUADA NA UNIVERSIDADE DE HARVARD CONCLUIU QUE UMA REDE GLOBAL DE ESTAÇÕES DE ENERGIA EÓLICA PRODUZIRIA ENERGIA SUFICIENTE PARA A TOTALIDADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL”

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Temer diz que ação do PSDB no TSE é “mero inconformismo”

Em defesa apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação movida pelo PSDB que tenta cassar a chapa vencedora das eleições, nesta quarta-feira (10), o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) afirma que o pedido dos tucanos revela um “sem-número de ilações” decorrentes da “derrota eleitoral”, o que demostra “mero inconformismo”. O PSDB pede que Aécio Neves seja diplomado como presidente.

Agência Brasil
Para Temer, ação do PSDB é tentativa de levar a Lava Jato ao TSE
Para Temer, ação do PSDB é tentativa de levar a Lava Jato ao TSE
Renomado jurista, Temer sai em defesa da sua chapa com a presidenta Dilma Rousseff. Segundo Flavio Caetano, advogado de Dilma no TSE, ambas as defesas estão sintonizadas, na mesma linha. “É uma mesma estratégia”, disse.
De acordo com reportagem da GloboNews, que teve acesso com exclusividade ao documento de Temer, a defesa do vice-presidente rebate os quatro pontos principais da ação tucana, que afirma que houve abuso de poder econômico, político, fraude e uso indevido dos meios de comunicação social.
Ele afirma em sua defesa que há “tentativa de se trazer a Operação Lava Jato” para dentro da corte eleitoral.
“Trata-se, uma vez mais, de mero inconformismo com o resultado eleitoral, insuficiente para a severa intervenção da Justiça Eleitoral”, diz o documento da defesa do vice-presidente.
Ainda segundo Temer, não se pode “demonizar” doações legais e ressalta que a prestação de contas de campanha foi devidamente aprovada pelo TSE. Para ele, não se pode apontar que somente a chapa Dilma e Temer foram beneficiadas com doações de empresas investigadas porque outros candidatos também receberam recursos das mesmas empresas.
“Doação recebida e declarada de pessoa jurídica com capacidade contributiva, independente do que diga um delator, não é caixa dois. Até porque, como visto, o partido autor [PSDB] foi agraciado com vultosas quantias das mesmas empresas, logo, não há mau uso da autoridade governamental pelos representados, afastando o possível abuso de poder político”, pontua a defesa, salientando que a coligação da oposição recebeu R$ 40 milhões de empresas investigadas.
“Ocorre que quarenta milhões de reais verteram dos cofres de construtoras investigadas na ‘Lava Jato’ para a campanha dos autores (coligação do PSDB). Número, aliás, capaz de desfazer a premissa invocada para insinuar uma doação ilegal. […] Eis aqui, como dito desde o início, possivelmente, o ponto que mereça mais atenção na representação. E não por sua relevância jurídica, mas sim pela exposição midiática em torno do tema. Tem-se, na verdade, uma tentativa de trazer a Operação ‘Lava Jato’ para dentro do TSE. Dessa forma, com o devido respeito às manifestações diversas, não se pode demonizar as doações (legais) de empresas, mesmo que integrantes de grupo econômico que preste serviço ao poder público”, diz.

BLOG DO RENATO

JANELA PARA TROCA DE PARTIDOS SERÁ PROMULGADA NO DIA 18 DE FEVEREIRO E POLÍTICOS TERÃO 30 DIAS PARA MUDAR

partidos
Será promulgada no dia 18 de fevereiro, em sessão conjunta do Congresso, a Emenda Constitucional que abre “janela” para troca de partidos sem perda de mandatos. De acordo com o texto (PEC 113/2015) aprovado no Senado em nove de dezembro, os detentores de mandatos eletivos poderão deixar as legendas pelas quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.
A desfiliação não será considerada para fins de distribuição do dinheiro do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão. De acordo com Renan Calheiros, com essa mudança na Constituição será possível “minimizar a deterioração da política brasileira cuja fragmentação e facilidade para criar legendas dificulta a formação de maiorias e é fonte recorrente de crises”.
A PEC 113/2015 fazia parte de uma série de propostas de mudanças na Constituição para alterar o sistema político Uma das possibilidades, inclusive já aprovada pelos deputados, é o fim da reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Um acordo de líderes possibilitou que apenas a parte da PEC 112/2015 – a que tratava da janela eleitoral – fosse votada no ano passado. O restante do texto voltou a exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) com a identificação de PEC 113A/2015.
Blog do BG